Por um 2016 nas primeiras posições!

Os jogos olímpicos começaram a pouco mais de duas semanas e já se ouve os críticos de plantão dizendo que o Brasil segue rumo a um fiasco histórico. Não entendo a crítica em relação a tudo isso, sendo que o país sempre esteve nessas posições. Não melhorou, é verdade, mas também não piorou. Todos os especialistas em judô, nos quatro cantos do Brasil, disseram que Thiago Camilo deveria ter levado a luta pro solo, ao invés de ter tentado o Ippon (Ippon? É assim mesmo? Não sei, são palavras que o brasileiro reaprende de 2 em 2 anos, no Pan-americano e nas Olimpíadas). Os federados em natação afirmaram que César Cielo não se esforçou o necessário, mesmo sem ver sua prova, pois já sabiam que um resultado negativo viria, enquanto os técnicos vitoriosos de handebol execraram a seleção feminina. Diego Hipólito, por sua vez, deve estar de brincadeira com as nossas caras por não conseguir dar meros três rodopios no ar e cair em pé com elegância. É um vexame.

Vexame esse que entendo completamente, e aceito. Não vou, porém, entrar na discussão da “falta de incentivo ao esporte” ao algo que estamos cansados de ouvir. O fracasso brasileiro é, mais do que tudo, cultural, algo da natureza, do povo. Quem escolheu os esportes olímpicos? Certamente não foram brasileiros, caso contrário “esportes” como saltos ornamentais, hóquei e badminton não estariam em disputa. Onde já se viu brasileiro bom de esgrima, por exemplo?

Em 2016 deveríamos, portanto, fazer um rearranje dos esportes olímpicos, uma substituição de modalidades com o intuito de favorecer o Brasil. Sim, favorecer mesmo, sem medo de sermos felizes, ou vocês acham justo haver um esporte chamado “luta Greco-Romana”, que claramente favorece os gregos e todo o império romano?

O tênis de mesa, popularmente conhecido como ping-pong, é um esporte de amplo domínio oriental. O que fazer para combater? Incluir outros jogos de recreio que o Brasil possa ter domínio, como o pebolim, a queimada, o pega-pega, o passa anel e o pula-corda, sendo que os dois últimos seriam ouro garantido no feminino.

Jogos de mesa e tabuleiro também deveriam estar presentes, pois, além de poder possuir atletas de, praticamente todas as idades, com certeza o Brasil não passaria em branco. Seriam essas modalidades como dominó, truco, buraco, combate, cara-a-cara, banco imobiliário, war, jogo da vida, stop, batalha naval e detetive. Peão, bocha e empinamento de pipa também são esportes que deveriam ganhar um lugar nos jogos.

Creio também que deveríamos pegar todas as modalidades nas quais temos desempenho satisfatório, como vôlei e futebol e introduzir todos derivados possíveis desses esportes. Assim, além do futebol de campo, teríamos o futsal, o futebol de areia, o showball, o artilheiro, o melê (também chamado de 3 dentro, 3 fora), o rolinho porrada (também conhecido como passou levou), e o porrão, que consiste basicamente em atingir alguém com um chute mais forte possível, para machucar. Dentro do vôlei teríamos, além do de quadra e do de praia, o na piscina, no campo, com barreiras, com distrações externas (que contaria com palhaços atirando objetos, obviamente), o clássico 3 corta e o porrão com bola de vôlei, que é bem mais legal.

Posso dizer com a máxima certeza que essa mudança na seleção de esportes para as olimpíadas não só subirá o Brasil no quadro de medalhar como também devolverá ao povo o orgulho do país e a vontade de participar de tais eventos. Além disso os especialistas de plantão poderiam tirar as tão merecidas férias eternas, que é o que todos queremos.

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