Arquivo do mês: setembro 2014

Adeus, amigo

Sim, eu te deletei. Se servir para alguma coisa, me arrependi logo depois. Mas, sem demagogia, não éramos mais tão próximos e, você sabe, apareceram outros. Antes de qualquer coisa, preciso dizer, e sem medo de errar, que você ficará guardado comigo para sempre, e isso ninguém muda.

Vim adiando esse adeus por inúmeras razões. Não sei, faz tanto tempo, ás vezes é um pouco injusto falar de algo que já se foi. Mas decidi que não poderia apenas ignorar. Você é parte da minha história Orkut, não tenho vergonha disso (apesar de que algumas fotos que compartilhei contigo sejam dignas de uma viagem só de ida para qualquer lugar longe daqui).

Te conheci no colégio, grande época. Você ajudou muito, ta sabendo? Ah, então fulaninha gosta dos Beatles? Eu, por acaso, tenho uma camiseta deles e, por outro acaso, usarei amanhã na escola. Essas coincidências da vida…

Amigo, você foi grande. Naveguei sem pudor. Stalkeei (sem nem saber o que isso significava ainda) como se fosse um agente da CIA, buscando em scraps e comunidades, a solução para meus casos de amor.

Nas semanas de provas, você era minha válvula de escape por diversos motivos. O primeiro era o alívio da tensão. Entrar em comunidades populares e comentar “soco na cara” no joguinho “beija ou passa” era o auge humorístico da semana.
Quando não tínhamos ideia do que estudar, partíamos para o grupo da sala e debatíamos em uma honorável festa da intelectualidade juvenil brasileira. Estudantes sedentos por conhecimento, trocando idéias e raciocinando juntos. Também combinando quem levaria a cola no dia seguinte e compartilhando a prova do ano anterior.

Fiquei sabendo o quanto as pessoas eram sexy, legais e confiáveis. Fiquei sabendo de festinhas secretas, com depoimentos não aceite (EM CAPS LOCK), e me senti muito enturmado. Era demais, não nego.

Nada vinha até nós, como num mural idiota onde somos obrigados a ver tudo. Se quisesse saber algo, tinha que ir atrás, como na vida real. Sem essa ilusão das coisas caírem no seu colo. Você foi uma aula para a vida Orkut.
Aprendi muito. As meninas “só add com scrap” addinham a gente de qualquer jeito, sabia? E as que apagavam os recados, pensando bem, não eram legais, e sim um bando de desocupadas que queriam parecer cool.

A gente entrava em comunidade só para impressionar mesmo. Nunca vi o filme, mas geral (que não viu também) está lá. Gosto mais ou menos desse ator, mas fulana adora. Ah, a pré-adolescência, como era bom. A escola, as meninas, o cinema, o futebol, e você, amigo. Só isso.

Dizem que, independentemente de quando você vá, o importante é tentar viver para sempre, de alguma forma, na lembrança das pessoas. Deixando de lado Buddy Pokes e peixinhos coloridos com mensagens estúpidas, acho que você conseguiu.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Nova mensagem

“Querida Juliana, tudo bem? Te vi em um restaurante dia desses e, tenho quase certeza, você também me viu. Engraçado como a gente se ignorou sabendo o que estava fazendo não é? Digo, os dois se viram, sabiam quem era quem, mas decidiram se ignorar, como completos desconhecidos.
Você continua linda e, preciso dizer, fico muito feliz que seguiu meu conselho do rabo-de-cavalo. Dá pra ver seu rosto inteiro.
Faz quanto tempo que a gente não se fala, ein? Acho que nosso caso foi na terceira série do primário… Isso faz uns 15 anos. Pensando bem, faz até sentido nos ignorarmos, já que ia ser meio difícil alguma conversa fluida. Era tão mais fácil antes, na hora do recreio, no ônibus da escola. Agora tudo tem um pé atrás, um “melhor não”.
Fiquei imaginando se a gente estivesse junto até hoje. Seria demais, daquelas histórias que os amigos contam para os seus conhecidos. “Tenho um casal de amigos que se conheceu aos 10 anos e está junto até hoje”. A gente seria o casal mais legal de todos, e quando a gente ficasse velho, os nossos netos iriam perguntar onde nos conhecemos e a gente contaria a história toda dividida em 100 capítulos, igual uma série de TV. Você já viu “How I Met Your Mother”? Seria tipo isso, mas a gente já teria se conhecido desde o começo.
Enfim, não foi o que aconteceu. Cada um foi para o seu lado e nunca mais nos falamos. Só gostaria de pedir para a gente parar de se encontrar sem querer por aí. É que me faz pensar em todas essas coisas e talvez isso não faça muito bem. Espero que entenda.
No mais, tenha uma boa vida.
Beijos, Paulo.”

“Oi Paulinho (ainda te chamam assim?), tudo bem?
Achei muito legal você ter me mandado essa mensagem. Super fofo, de verdade. Confesso que pensei em falar com você no restaurante, mas não sabia muito como me aproximar e acabei desistindo. Você também não ajudou né! Não olhava um segundo para a minha mesa! Hahaha. Ei, você está igualzinho, te reconheci na hora. Mas eu confesso que andei espiando seu facebook algumas vezes nesses anos, só não adicionei porque não sabia se você saberia quem eu era.
Parece que seu jeito é o mesmo também né? Imaginando mil coisas, criando histórias infinitas na cabeça. Acho que foi por isso que aquela menina de 10 anos ficou encantada, além do cabelinho loiro todo bagunçado…
Concordo com você, acho que deveríamos parar de nos encontrar sem querer. Que tal um encontro por querer algum dia desses? Quinta-feira é bom para mim.
Beijos, Jú.”

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Mama

Ultimamente tenho feito o famoso exercício de tentar buscar minha memória mais antiga dentro da cachola. Impossível, claro. Por mais que me venham situações e imagens borradas, nunca vou ter a certeza se aquele tombo aconteceu aos 6 ou aos 7 anos de idade. Aquele Natal então, improvável que me lembre se foi o de 1994 ou o de 1995.

Dito isso, creio que consegui desenterrar um baú que estava isolado em algum canto escuro do meu cérebro, onde eu nunca havia estado antes. Provavelmente nele, estão minhas lembranças com a data mais antiga, mas, reitero, não posso afirmar.

Os borrões são da minha primeira escola, ou devo dizer, berçário. Se chamava Viramundo, e ficava no encontro entre a Av. Doutor Arnaldo, a Rua da Consolação e a Av. Paulista. Eu chamo o lugar de Praça dos Arcos, mas não sei se é oficialmente nomeada assim.

A única coisa que me lembro realmente do espaço, é a escadaria em caracol que dava para a sala das crianças mais velhas, onde minha irmã ficava e eu nunca podia ir. O resto das imagens são construções que eu fiz a partir das fotografias que tenho até hoje.

Minha turma devia ter uns 10 alunos, e nossas tarefas se dividiam entre dormir em colchonetes, colar coisas em cartolinas, tomar banho de mangueira na quadra e comer nuggets em formato de aviões e dinossauros.

Isso tudo é imagem solta, fragmentos, fotos fincadas com um alfinete em minha cabeça. O que me lembro concretamente, é do dia que fomos à um museu pela primeira vez.

A exposição era de Fernando Botero, um artista colombiano que tinha como marca fazer pessoas gordas e imagens redondas. Achei incrível. Ficava olhando para as obras e achando tudo muito engraçado. A imagem da escultura da mulher, toda colorida, com os peitões quase pulando para fora, está guardada comigo até hoje.

Na volta ao berçário, como estávamos em período de alfabetização, fomos estimulados a tentar escrever palavras que tinham relação com a exposição. A Tia Elaine, minha primeira professora, escreveu na lousa a palavra “MAMA”, que é o nome das mulheres que Botero retratava.

Ela distribuiu alguns cartões e pediu para a gente escrever aquilo. Demorei minutos, copiando com esmero. As letras eram simétricas, o que tornava a tarefa um pouco mais fácil. “M” são dois “ums” dando um beijo. O “A” é um triângulo com duas perninhas. Agora tudo de novo, “M-A-M-A”, pronto! Pronto! Tia Elaine! Tia Elaine, consegui! Consegui!

Ela abriu um sorriso, me deu um abraço e colou o cartão no mural da classe, para todo mundo ver. Tomem essa, crianças atrasadas. Se eu soubesse o que era um superdotado naquela época, com certeza me acharia um. Foi a primeira palavra que escrevi na vida.

“Agora, e se forem duas ou mais, ein? Como a gente faz o plural, Pepe? Lembra da cobrinha?”

Pô Tia Elaine, aí você me quebra.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Um café em Santiago

A cidade de Santiago, no Chile, está entre os destinos mais visitados pelos turistas que viajam pela América do Sul. Mesmo assim, são poucos os que têm na ponta da língua os principais pontos da capital chilena. Não há um cartão postal propriamente dito, como seria o Cristo Redentor, no caso do Rio de Janeiro. Na verdade, muitos passam por Santiago como uma “obrigação” de viagem, já que é a maior cidade do Chile, e abriga o maior aeroporto. O ponto de parada dá a opção para a visita a outros locais, como a cidade de Valparaíso, lar do museu de Pablo Neruda, e a cidade de Viña del Mar, que atrai por suas belas praias.

Em janeiro, fui, com dois amigos, a Santiago, e como era de se esperar não sabíamos muito sobre a cidade. Nosso conhecimento estava limitado a jogadores de futebol, dois ou três políticos, e quatro ou cinco palavras em espanhol. Pelo lado positivo, era uma chance de conhecer o lugar sem roteiros preestabelecidos ou itinerários quadrados. Nossa única escolha era andar e ir descobrindo tudo. Obviamente, essas andanças nos consumiam bastante, e volta e meia tínhamos que arrumar um lugar para recarregar as baterias.

E foi andando pelo centro, no segundo dia de viagem, que decidimos parar em um café de esquina. Além do cansaço, o fato de não termos muito dinheiro ajudou na escolha do lugar, que parecia bem simples, apesar do nome, “Gran Café”. Entramos com aquele jeito de quem não foi convidado, e sentamos em três banquetas altas, em frente a um balcão estilo padaria, mas como a diferença de não ter a parte de baixo, o que nos possibilitava esticar as pernas.

Uma garçonete muito bonita passou pela gente sorrindo e disse “Hola chicos!”. Olhamos de volta e respondemos com um “portunhol” envergonhado, mas ela já estava do outro lado do balcão, perto de um senhor engravatado, bebendo um café e lendo um jornal, como em um clichê de padaria. O lugar era bem pequeno, e além de nós três e o senhor do lado oposto, duas mesas atrás estavam ocupadas. Uma por jovens que abocanhavam sanduíches enormes, sem dizer uma palavra; e a outra por quarentões de terno e gravata, que discutiam alto e rápido, assuntos indecifráveis.

Um garçom baixo, mulato e visivelmente forte, se aproximou do outro lado do balcão estendendo três menus e falando algo que nós concordamos em silêncio ser uma saudação como “sejam bem-vindos” ou “fiquem à vontade”. Ficamos ali tentando decifrar o cardápio, enquanto os alto-falantes tocam bem baixinho uma sequência de Bee Gees, cantada por uma artista que devia ser chilena, pelo sotaque.

O garçom voltou perguntando em português de onde nós éramos. “São Paulo”. “Prazer, Ariel. Sou da Bahia, mas fui embora aos 13. É a primeira vez de vocês aqui?”. Dissemos que sim, e ele foi para a cozinha, com nossos pedidos anotados em um papelzinho. Concordamos que as garçonetes eram realmente lindíssimas, e muito mais simpáticas que em outros lugares em que havíamos estado antes. O Ariel parecia o único homem que trabalhava ali, pelo menos em contato com os clientes. Além dele, mais três moças. A do “Hola chicos”, uma de cabelos longos e pretos, que usava um vestido acima do joelho e lavava os copos sorrindo e cantarolando “How deep is your love”, e uma de cabelos pintados de loiro, amarrados em um rabo de cavalo, e que usava um decote volumoso e discutia com os quarentões no mesmo tom de voz, como se fosse uma amiga do grupo.

Era um café bem comum na realidade. Decoração simples, portas abertas para a rua movimentada de uma quinta-feira à tarde, e nada que pudesse chamar nossa atenção para algo não usual. Olhamos para o senhor do jornal, que chamava a moça que lavava a louça. Ela se aproximou dele e trocou algumas palavras, até se despedir com um beijo rápido nos lábios. Nos entreolhamos para verificar se todos viram aquilo. “Cliente antigo. Elas não fazem isso com todo mundo, não”. O Ariel trazia uma bandeja com três Coca-Colas e três sanduíches.
Vendo nosso rosto de dúvida e perplexidade, ele voltou a explicar. A maioria recebia beijos no rosto, nada de mais. Os que recebiam beijos na boca eram clientes antigos, e era tudo na amizade. Nossas dúvidas só cresceram. “Como assim? Todo lugar é assim?”. Ariel nos olhou como se também não estivesse entendendo nada. “Não, só nos cafés, aqui é um ‘café con piernas’”. “Café com o quê?”. Olhamos para o garçom que nos encarava como se explicasse o alfabeto para um jovem de quinze anos.

“’Café con piernas’, é onde vocês estão, é cheio disso aqui em Santiago. Ninguém falou para vocês?”. Era óbvio que não tínhamos conhecimento sobre nada daquilo. O Ariel se aproximou e disse mais baixo. “É um café em que as garçonetes se vestem assim, com roupa mais curta, e recebem os clientes com beijos e simpatia”. Não entendemos direito. Ninguém havia nos recebido com beijos e, para nós, as roupas não eram absurdamente curtas. “Tem gente que vem aqui achando que é bordel, e que as meninas são prostitutas. Por isso, sempre tem que ficar de olho. Mas elas são espertas também, e na maioria das vezes não tem problema. O pessoal sabe como funciona”.

Era muita coisa nova. “Mas por que isso?”. E o Ariel: “Faz tempo que tem. Não sei direito. Quando cheguei aqui em Santiago já era tradição. O pessoal que trabalha aqui no centro sempre vem na hora do almoço ou no fim do expediente. Tomam um café, ganham um beijinho, e vão felizes para casa”. “Vêm mulher também?”. “Vêm menos, mas vêm também. É um café normal”. Era um café normal para nós, até o Ariel nos contar tudo aquilo.

A “Hola chicos” se aproximou. Ariel disse que nós éramos amigos do Brasil e ela sorriu com entusiasmo, fazendo um cafuné na cabeça de cada um e falando coisas que consideramos ser meigas, em espanhol. Logo que ela saiu de perto, Ariel se aproximou de novo. “E tem também o minuto feliz. Happy minute. A gente abaixa as portas por um minuto e as meninas fazem um showzinho aí.”. Estávamos começando a entender o lugar até esse comentário. “O quê?”. “É um minuto qualquer do dia. Na verdade nem é todo dia. Mas a gente abaixa a porta e as meninas começam a dançar. Depois a porta volta a subir, como se nada tivesse acontecido.”

Olhamos para as portas e para a rua, movimentada. “Eu toco esse sino aqui e começa o minuto feliz. Mas já vou avisando que hoje não vai ter”. E a pergunta veio: “Elas tiram a roupa?”. O Ariel fez que sim com a cabeça. “Mas não tem garota de programa aqui não. Pode até ter em outros, mas aqui não”. As perguntas borbulhavam em nossas cabeças, mas nada era falado. “Isso aqui é ponto turístico de Santiago, amigo, vem gente de todo lugar. E eu não conheço um chileno que não tenha estado em um ‘café con piernas’, é cultural o negócio”.

Pagamos a conta e voltamos para a nossa andança. Não tomamos café, nem ganhamos beijinhos. Deve ser cultural.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

No fundo

O fundo de tela do computador da Astrid é uma foto dela com seu marido e seus três filhos. Na imagem, que é de 10 anos atrás, os meninos ainda eram crianças, e o Arthur nem pensava em sair de casa aos 19.

Na mesa ao lado, Suzanne tem uma foto de algumas bailarinas em seu computador. Era seu sonho de menina, dançar no Bolshoi. Acabou trabalhando na contabilidade, junto com o Marcos, que tem em seu fundo de tela a foto do time do Corinthians, campeão mundial em 2012. Ele foi ao Japão naquela ocasião e viveu a emoção de perto. Ainda paga as parcelas da viagem.

O wallpaper de Iuri é uma foto de Scarlett Johansson em “Encontros e Desencontros”, mas ele, na verdade, nunca viu o filme, só acha ela muito gostosa mesmo.

No mesmo departamento, trabalham João, que tem uma foto de um surfista de ondas gigantes; Mariano, que tem uma foto do seriado House, com uma sacada cômica e o rosto do Hugh Laurie como se fosse uma marca d’água; e Bruna, que tem uma foto dela em Viena, da época que ela mochilou na Europa, experimentou maconha, perdeu a virgindade e fez uma tatuagem, que ninguém do escritório sabe que ela tem.

Camila tem como fundo de tela de seu computador uma foto de cachorrinhos dentro de melancias, que foi justamente o termo que ela procurou no Google para encontrar a imagem. O fundo de Henrique é o padrão do Windows, aquelas montanhas verdes com o céu azul límpido. Era uma foto de Marina até duas semanas atrás, mas os dois terminaram e ele resolveu olhar para outra coisa todos os dias. Ela trabalha lá, então é uma tarefa complicada.

Marina não mudou seu fundo. São os Arctic Monkeys desde que ela entrou na empresa.

O Rubens também tem o fundo de tela musical. É ele atravessando a Abbey Road, em 1999, quando foi a Londres pela única vez. Ele também aproveitou para assinar o muro do estúdio e, não nega, chorou um pouco. Aliás, o momento está entre o top 3 de sua vida, junto com o nascimento de sua filha e a vez que fez uma cesta de três pontos nos jogos universitários que sua faculdade disputava, o que os levou ao título inédito e a uma fama repentina para um rapaz esquecido pelas esquinas do campus.

A foto de Osvaldo é seu antigo time de futsal, campeão de sete taças “Amauri Mazola” seguidas. O Estrela do Jaçanã se desfez após a quadra do time ser destruída para a construção de um estacionamento.

Ruth tem uma imagem religiosa como wallpaper. Ela a retirou de um grupo no facebook chamado “Zueras 100 limites”. A foto tinha 21.320 curtidas.

O fundo de tela de Rafael é o quadro “A queda”, de René Magritte. Ele, inclusive, esteve no museu do artista, em Bruxelas, e essa é uma daquelas histórias que o escritório inteiro sabe de trás para frente, principalmente Gabi, que é o alvo principal de suas cantadas.

Ela tem em seu PC uma tirinha do Horácio da Turma da Mônica, que é uma piada interna dela com seus ex-colegas de FFLCH. A Gabi acha o Rafael meio pedante e está mais interessada na fofoca que a Bianca lhe contou mais cedo.

Aparentemente, o Henrique trocou o seu fundo de tela, e, como a Bianca é a secretária e passa de mesa em mesa diariamente, a informação deve ser verídica. Basta checar a fundo.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized