Nova mensagem

“Querida Juliana, tudo bem? Te vi em um restaurante dia desses e, tenho quase certeza, você também me viu. Engraçado como a gente se ignorou sabendo o que estava fazendo não é? Digo, os dois se viram, sabiam quem era quem, mas decidiram se ignorar, como completos desconhecidos.
Você continua linda e, preciso dizer, fico muito feliz que seguiu meu conselho do rabo-de-cavalo. Dá pra ver seu rosto inteiro.
Faz quanto tempo que a gente não se fala, ein? Acho que nosso caso foi na terceira série do primário… Isso faz uns 15 anos. Pensando bem, faz até sentido nos ignorarmos, já que ia ser meio difícil alguma conversa fluida. Era tão mais fácil antes, na hora do recreio, no ônibus da escola. Agora tudo tem um pé atrás, um “melhor não”.
Fiquei imaginando se a gente estivesse junto até hoje. Seria demais, daquelas histórias que os amigos contam para os seus conhecidos. “Tenho um casal de amigos que se conheceu aos 10 anos e está junto até hoje”. A gente seria o casal mais legal de todos, e quando a gente ficasse velho, os nossos netos iriam perguntar onde nos conhecemos e a gente contaria a história toda dividida em 100 capítulos, igual uma série de TV. Você já viu “How I Met Your Mother”? Seria tipo isso, mas a gente já teria se conhecido desde o começo.
Enfim, não foi o que aconteceu. Cada um foi para o seu lado e nunca mais nos falamos. Só gostaria de pedir para a gente parar de se encontrar sem querer por aí. É que me faz pensar em todas essas coisas e talvez isso não faça muito bem. Espero que entenda.
No mais, tenha uma boa vida.
Beijos, Paulo.”

“Oi Paulinho (ainda te chamam assim?), tudo bem?
Achei muito legal você ter me mandado essa mensagem. Super fofo, de verdade. Confesso que pensei em falar com você no restaurante, mas não sabia muito como me aproximar e acabei desistindo. Você também não ajudou né! Não olhava um segundo para a minha mesa! Hahaha. Ei, você está igualzinho, te reconheci na hora. Mas eu confesso que andei espiando seu facebook algumas vezes nesses anos, só não adicionei porque não sabia se você saberia quem eu era.
Parece que seu jeito é o mesmo também né? Imaginando mil coisas, criando histórias infinitas na cabeça. Acho que foi por isso que aquela menina de 10 anos ficou encantada, além do cabelinho loiro todo bagunçado…
Concordo com você, acho que deveríamos parar de nos encontrar sem querer. Que tal um encontro por querer algum dia desses? Quinta-feira é bom para mim.
Beijos, Jú.”

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